20 de julho de 2008

Quadro da minha mente


Num dia de Inverno
Onde tudo se pintava de branco
Estava ela
Sentada num penhasco
Com os seus capelos
Dançando ao vento
Como se de uma musica se tratasse
Olhando o horizonte
Onde o céu beija o mar
Vendo a ilha em forma de lua
Como se do reflexo dela se lembrasse
Pensando assim na vida
Não sabendo o que fazer
Aquela grande escadaria
Mesmo a sua frente
Até aquela praiazinha a podia levar
Mas não era isso que cria
Pois o seu pequeno coração não deixaria
Esse bem caloroso
Perdido por ele estaria
Não só o coração mas também ela
Mas não sabendo o que fazer
Mais valia ali ficar
Sentada, a ver o horizonte
Onde o céu beija o mar
E vendo assim o reflexo do luar...

Eu sou, o que quero ser...


Tempo...
O que é o Tempo?
Aquilo que nos passa ao lado.
É o que, por vezes, não temos.
Pois ele escasseia.
Escapa-nos pelos dedos.
Não o podemos apanhar.
É rápido demais.
É difícil de o aproveitar.
Temos coisas a mais para fazer.
Que vida.
É tudo a presa.
Vá, aula, agora, casa...
Como conseguimos?
Não conseguimos...
Eu desisto.
Estou farta de correr.
De querer fazer tudo.
Faço o que posso.
Não o que querem que faça.
Eu sou dona de mim.
E não alguém que não sabe o que quer.
Eu quero.
Eu decido.
Eu sou,
O que quero ser....

18 de julho de 2008

Somos Livres?

Será que nós, os Adolescentes, somos livres?
Será que temos a liberdade que merecemos?
Eu acho que não
Levamos um raspanete só por adormecermos.

Às vezes a vida é injusta.
Uns têm muita liberdade, outros não têm nenhuma
E depois há uma festa que nós queremos chegar às duas
E os pais embirram que temos de chegar à uma.

Devíamos ser mais livres
Como as Andorinhas a voar
Não como pássaros na gaiola
Ou como nós, fechados em casa, a estudar.

Quem me dera poder protestar
A favor da nossa liberdade!
Somos adolescentes e não crianças
E estou-vos a dizer com Honestidade.

Isto tudo para dizer
Que devíamos ter mais Liberdade
Mas volto a fazer a mesma pergunta,Somos Livres de Verdade?!

O sonho...


Hoje apetece-me escrever...

Mas a minha caneta...

Está a recusar-se fazer tal coisa...

Pois diz que a folha tem tristeza...

E que não está com vontade de a receber....

Nem a ela nem a sua tinta...

Olha...

Que pena...

Então fui para a praia...

Tentei escrever na areia...

Mas o mar veio apagar....

E a areia disse que era por magoa...

Por não conseguis ter poesia como ela....

Mais um sitio falhado....

Estava a ficar sem ideias...

Então peguei numa pedra preta...

E ia escrever na pedra branca...

Ai, a pedra preta partiu-se em mil pedaços....

E a pedra branca lamentou...

Mas a pedra preta estava destroçada...

Pois queria ser ela a receber as palavras...

Então, acordei...

Estava a chorar...

Porque seria?

Depois de pensar um pouco, descobri...

O sonho era eu...

Pois estava triste, com magoa e estava destroçada...

Por não estares comigo, Ali.

9 de julho de 2008


Um abraço pode querer dizer tantas coisas

"Tenho saudades"

ou então

"Vou me lembrar de ti"

Pode também querer dizer

Ӄs muito especial",

ou,

melhor do que tudo,

"Eu amo-te".

Um abraço pode muita coisa...

suavizar uma dor,

acalmar um receio,

alegrar as pessoas,

afastar a tristeza...

Parece quase um milagre

todas as coisas

que um simples abraço pode fazer.
Fecho os olhos
E sinto-te chegar devagarinho...
E, com um beijo apaixonado,
Vou-me agarrando aos teus carinhos.
Olhar sedutor,
boca sedenta de amor,
cheiro de prazer,
vontade de te ter!
Vou-me perdendo nos teus beijos,
Aquecendo-me nos teus abraços,
Inspirando-me nos teus desejos.
Entregando-me às fantasias...
Sinto as tuas mãos quentes deslizando no meu corpo,
Tua respiração ofegante...
Sinto o meu corpo a tremer
E passo a delirar de prazer!
Amor selvagem!
Irresistível, apaixonado,
Terno e carinhoso,
Com a sensação de querer mais!